Aqui dentro…

Em 12 de novembro de 2014.

Há tanta coisa acontecendo aqui dentro, que eu tenho medo de quando olhar pra fora, não encontrar mais nada de interessante.
Há dias que aqui dentro também chove, venta, um turbilhão de pensamentos e emoções. Mas aqui dentro, pra mim e pra mais ninguém, não há decepção.
Há dias que amanhece super cedo, e já vejo sol, pássaro e mil motivos pra sorrir. Esses dias são de festa. Um reencontro de quem voltou a existir.
Recebo visitas as vezes, não posso ser ingrata e esquecer o mérito que elas tem. Os presentes, agrados e carinho que ela me trazem. Eu gosto delas. Guardo comigo cada rostinho, para que na primeira oportunidade eu possa retribuir a gentileza.
De vez em quando tem gente batendo na porta, com coração tão carregado de maldade e bocas prontas para fofocas. Eu dispenso, atendo pela janela. Não ouso abrir a porta para pensamentos negativos. Não preciso disso. Cansei.
Há tantas coisas acontecendo aqui dentro, que falta tempo pra contar tudo. Eu que adoro escrever, fico sem palavras pra definir. Há tantas coisas, boas ou não, eu não sei, acredito apenas que Deus vai mandar as respostas no tempo certo. Eu só espero.
Mas tenho medo.
Tenho medo que quando eu olhar pra fora, eu não encontre mais nada de interessante.

Em 17 de novembro de 2014.

Há tanta coisa acontecendo aqui dentro ainda. Chove, faz sol, dependendo do dia, é possível dizer que acontece tudo e ainda mais.
Eu ainda tenho medo que quando eu olhar pra fora, eu não encontre mais nada de interessante. Ainda tenho esse receio e nenhuma certeza sobre isso.
Eu continuo sem abrir a porta para pessoas com o coração carregado de maldade, eu continuo organizando as coisas aqui dentro, quase nenhuma novidade. Mas eu preciso novamente dar mérito para as visitas.
Nos últimos dias tive várias boas visitas, daquelas que você abre a porta, leva pra sala, prepara o café e faz um bolo.
Essas últimas visitas foram diferentes das outras. Elas não trouxeram carinho, nem agrados. Elas também não insistiram para que fossemos com urgência lá pra fora. Elas trouxeram boas energias, elas abriram meus olhos. Numa longa conversa eu enxerguei que há motivos, razões, e pequenas coisas ganharam sentido. Eu enxerguei que há coisas interessantes aqui dentro.

Isso mudou tudo.

Eu posso ouvir uma música agradável, e ela está vindo lá de fora…

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